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Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos... Artigo 99 - (XCIX) - INFLAMAÇÃO e REPARAÇÃO - 1ª a 10ª parte

Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos...

Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO e REPARAÇÃO

- 1ª parte.

O homem deve à resposta inflamatória reparadora sua capaciade de conter lesões e reconstituir deficiências. Esta resposta tem dois temas: inflamação e reparação. Eles são tão interligados que apresentam uma só história. A inflamação pode ser definida como a resposta do corpo à lesão do tecido, envolvendo reações neurológicas, vasculares, humorais e celulares, dentro do local lesionado. Tal resposta serve para destruir, enfraquecer ou barrar o agente lesivo e as células teciduais que tenham sido destruídas. A resposta inflamatória, por outro lado, desencadeia uma série complexa de acontecimentos que, tanto quanto possível, curam e reconstituem o tecido atingido. (1).

1º intervalo musical - Vai minha tristeza/e diz a ela/que sem ela não pode ser/diz-lhe numa prece/que ela regresse/porque eu não posso mais sofrer.

A reparação começa durante a fase ativa da inflamação mas só alcança a complementação depois que a influência de lesão tenha sido neutralizada. As células e os tecidos destruídos são renovados por células vivas, algumas vezes pelo crescimeto das células originais do parênquima, mas com maior freqüência, pela ocupação do defeito por células fibroblásticas menos especializadas formadoras de cicatriz. Quando a reação inflamatória é imediata, eficiente e destrói ou neutraliza o agente lesivo antes de o último causar grande destruição celular ou tecidual, a necessidade de reparação é minimizada e pode conduzir a pequena ou nenhuma cicatriz. (1).

2º intervalo musical - Chega de saudade/a realidade/é que sem ela não há paz/não há beleza/é só tristeza/e a melancolia/que não sai de mim/não sai de mim, não sai.

Em geral, tanto a inflamação como a reparação servem a propósitos úteis. Sem tais mecanismos de proteção, as infecções bacterianas prosseguiriam descontroladas, as feridas nunca cicatrizariam, e os tecidos e os órgãos lesados manteriam permanentemente deficiências ulcerativas. Estas respostas, apesar de vitais para manter a saúde, são, ambas, potencialmente nocivas. As reações inflamatórias acentuam a origem de várias formas de moléstia glomerular possivelmente fatal, artrite reumatóide deformante e reações alérgicas capazes de ameaçar a vida. (1).

3º intervalo musical - Mas se ela voltar/que coisa linda/que coisa louca/pois há menos peixinhos a nadar no mar/do que os beijinhos/que eu darei na sua boca.

Esforços reparadores podem conduzir a cicatrizes desfigurantes, a faixas fibrosas que limitam a mobilidade das juntas, assim como as massas de tecido cicatricial que impedem a função de órgãos. Felizmente, tais eventos indesejados são a exceção, e não a regra. A discussão seguinte focalizará os papéis essenciais da inflamação e da reparação na sobrevivência do organismo. A esse respeito são úteis muitas revisões execelentes, com a de Schilling (1968). (1).

4º intervalo musical - Dentro dos meus braços/os abraços/hão de ser milhões de abraços/apertado assim/colado assim/calado assim/abraços e beijinhos/e carinhos sem ter fim.

A resposta inflamatória reparadora envolve uma seqüência de eventos, alguns sucessivos, outros virtualmente simultâneos, mas todos superpostos e interdependentes. Uma compreensão melhor de sua complexidade será facilitada por revisão inicial e rápida do processo completo, que, em essência, compreende a ordem de consideração das feições mais importantes da resposta inflamatória reparadora. (1).

5º intervalo musical - Que é pra acabar com esse negócio/de você viver sem mim.

Começamos nossa consideração com as modificações iniciais - ajustamentos hemodinâmicos e de permeabilidade - que seguem a agressão. Os vasos assim alterados exsudam prontamente fluidos, proteínas plasmáticas e leucócitos. O maquinismo que ativa tais eventos compreende uma constelação de mediadores químicos. Uma vez dispostos no foco da lesão, os vários tipos de leucócitos contribuem para a reação defensiva, pela capacidade que têm de migrar, libertar enzimas e fagocitar substâncias particuladas. Nas reações inflamatórias desencadeadoras de respostas sistêmicas, há elevação do número de leucócitos no sangue circulante, e o sistema retículo endotelial através de todo o corpo torna-se envolvido. (1).

6º intervalo musical - Não há paz/não há beleza/é só tristeza/e a melancolia/que não sai de mim/não sai de mim, não sai.

Embora todas as respostas inflamatórias guardem certa semelhança em suas fases iniciais, muitos fatores relacionados, tanto com o agente lesivo como com o hospedeiro, alteram o desenvolvimento da reação. Outras condições modificadoras incluem a duração da resposta inflamatória, a natureza do exsudato, a causa específica da inflamação e o local da reação. Apoiada nesses quatro ítens foi desenvolvida uma classificação das reações. Neste ponto, a reparação, que já começou durante a reação inflamatória, deve ser discutida para esclarecer as respostas das células parenquimatosas e do tecido conjuntivo. Os fatores determinantes da poliferação de células parenquimatosas e de tecido conjuntivo, assim como as influências que determinam a rapidez da cicatrização e a sua tensão, são considerados. Finalmente, a atenção é dirigida para as influências sistêmicas e locais determinantes da quantidade e qualidade da resposta inflamatória reparadora. Desse ponto de vista, primeiro daremos uma consideração sobre a inflamação, seguida de um discussão sobre a reparação, reconhecendo que tal separação arbitrária só está justificada pela finalidade de simplificação. (1).

7º intervalo musical - Dentro dos meus braços/os abraços/hão de ser milhões de abraços/apertado assim/colado assim/calado assim.

Inflamação - O caráter básico da resposta inflamatória imediata é quase sempre o mesmo, independente do local ou da natureza do agente agressor. É comum pensar-se que as bactérias ou outras formas vivas são a causa da inflamação, mas muitos agentes inanimados, como calor, frio, energia radioativa, agressões elétricas ou químicas e trauma mecânico simples, também podem agir como influências destruidoras e determinar reações inflamatórias. Mais ainda, os produtos necróticos resultantes servem como estímulo inflamatório. (1).

8º intervalo musical - Que é pra acabar com esse negócio/de você viver sem mim/não quero mais esse negócio/de você longe de mim/vamos deixar desse negócio de você viver sem mim.

Observação - Palavras-chave: Inflamação, resposta inflamatória, reação inflamatória, estímulo inflamatório, reparação, reparadora, cicatriz, cicatricial, cicatrização, leucócitos, fagocitar.

Alô leitores musicais - A canção é "Chega de Saudade", letra de Vinícius de Moraes (1913-1980) e música de Antônio Carlos Jobim (1927-1994). Música do gênero bossa nova, gravada pela primeira vez em 1958, na voz de Elizeth Cardoso (1920-1990). (2). Aviso da anvisa: a greve dos intervalos aleatórios continua.

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, 18 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573.

Fontes: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Stanley L. Robbins - Professor e Diretor do Departamento de Patologia, Boston University School of Medicine - Editora Interamericana - 1975 - 4ª edição - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - páginas 51 e 52 - (1422 páginas). (2) - Dra. Internet, Dr. Google e Dra. Wikipédia.

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Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO - 2ª parte

Enquanto o padrão básico é estereotipado, a intensidade da reação é determinada não só pela seriedade do estímulo agressor como pela capacidade de reação do hospedeiro. Uma agressão única e ligeira determina, usualmente, uma resposta de pequena duração. De hábito, as agressões repetidas e persistentes resultam em reação demorada que termina em inflamação crônica. A intensidade e a duração da reação infamatória podem ser consideradas como dependendo de um certo equilíbrio precário entre o agressor e o hospedeiro. (1).

1º intervalo musical - Venha de onde vier/chegue de onde chegar.

Uma agressão, mesmo leve, pode produzir resposta demorada grave em pessoa frágil. Mas mesmo as fortes podem ser presas de um ataque violento, como toda vítima de queimadura séria o sabe muito bem. Dependendo da gravidade da agressão e da propriedade da defesa, a inflamação pode ficar localizada em seu lugar de origem e não determinar reações sistêmicas, ou então trazer respostas sistêmicas ao local. Este ponto tornar-se-á mais claro em discussões subseqüentes sobre as manifestações clínicas da inflamação aguda. (1).

2º intervalo musical - Aquele amor que eu sonhei/virá que eu sei/é só esperar.

Manifestações clínicas da inflamação aguda - O comprometimento inflamatório de um órgão ou tecido é designado pelo sufixo "ite" - isto é, tonsilite, apendicite, hepatite. A inflamação aguda pode determinar manifestações localizadas no ponto da agressão ou ser acompanhada de modificações sistêmicas. Uma farpa num dedo causa apenas sinais locais, enquanto que uma séria tonsilite pode produzir não só sinais locais como também uma reação sistêmica significativa. Estamos longe de compreender por que uma infecção bacteriana localizada nas tonsilas (amígdalas) produz sintomas tão disseminados como febre, negligência, perda de apetite e certo grau de debilidade. (1).

3º intervalo musical - Venha de onde vier/chegue de onde chegar.

Poder-se-ia suspeitar da liberação de agentes humorais e, realmente, tem sido identificada grande variedade de substâncias de origens endógena e exógena. Pirógenos endógenos são libertados na corrente sanguínea originários de neutrófilos e monócitos quando estas células entram em contato com agentes agressores como as endotoxinas bacterianas, os complexos antígeno-anticorpo, as substâncias particulares que estimulam a atividade fagocítica e os produtos de células necróticas (Atkins et al., 1967). (1).

4º intervalo musical - Encontrará Cinderela de beijo mais puro/de amor pra lhe dar.

Estudos de Rafter et al. (1966) sugerem que o pirógeno é uma lipoproteína derivada da membrana celular. Parece que atua sobre o sistema nervoso central, sobretudo nos mecanismos termorreguladores no hipotálamo que controlam a produção e a perda de calor do corpo. Durante as reações febris, o termostato hipotalâmico comporta-se "como se tivesse sido ajustado para o nível mais alto" (Atkins, 1960). (1).

5º intervalo musical - Cinderela/Cinderela/menina moça, coração a palpitar.

Há ainda pirógenos exógenos tais como endotoxinas bacterianas, ou a bactéria toda, que, quando administrada em coelhos, são capazes de produzir febres que se desenvolvem após um período mais longo de incubação do que o induzido por fatores endógenos. Enquanto esses agentes bacterianos são denominados pirógenos exógenos, há uma forte suspeita de que a sua ação é parcialmente mediada pela liberação de pirógenos endógenos dos leucócitos do hospedeiro (Atkins e Wood, 1955). Embora compreendamos algo sobre a origem da reação febril na inflamação, ainda há nenhum conhecimento dos mecanismos envolvidos com outros sintomas sistêmicos comumente encontrados. (1).

6º intervalo musical - Cinderela, eu sou/Cinderela/e o meu príncipe encantado vai chegar.

Os sinais clínicos locais da inflamação têm sido classicamente caracterizados como calor, rubor, inchação (edema), dor e perda de função. A estes pode-se acrescentar o aparecimento potencial do pus em qualquer lesão. O calor local e a vermelhidão resultam da dilatação da microcirculação nas vizinhanças da agressão. A inchação é, no mais das vezes, produzida pelo escapamento de fluido, contendo proteína plasmática e outros solutos, a partir do sangue dentro dos tecidos perivasculares, em dois processos conhecidos como transudação e exsudação. (1).

7º intervalo musical - Venha de onde vier/chegue de onde chegar/aquele amor que eu sonhei/virá que eu sei/é só esperar.

A origem da dor é um tanto mais obscura, mas ela tem sido atribuída à pressão do fluido extravascular nas terminações nervosas e/ou à irritação neural direta por mediadores químicos. Acredita-se que a bradicinina, um desses mediadores, seja uma das maiores causas de dor. (1).

8º intervalo musical - Venha de onde vier/chegue de onde chegar/encontrará Cinderela de beijo mais puro/de amor pra lhe dar.

Conhecemos muito pouco sobre as causas da perda de função. A explicação mais simples é que a a tentativa de evitar a dor determinada pelo movimento de um dedo inflamado pode ser o bastante para elucidar a cessação da função motora. Mas de que modo se pode explicar a função hepática deteriorada na hepatite? Pode-se apenas formular a hipótese de que a febre produz uma temperatura subótima por reações químicas, ou que metabólitos nocivos são elaborados pelas células hepáticas agredidas ou hipermetabólicas. (1).

9º intervalo musical - Cinderela/Cinderela/menina moça, coração a palpitar

O pus é um exsudato inflamatório rico em proteínas que contém leucócitos viáveis, assim como células fragmentadas derivadas de leucócitos necrosados imigrantes e células nativas parenquimatosas. Há uma grande variedade de enzimas lisossômicas no pus, e a extensão de proteólise que eles induzem determina a viscosidade de tal exsudato. Mas agora devemos definir os termos exsudato e transudato. Um exsudato é um fluido inflamatório extravascular com uma densidade usualmente acima de 1.020, resultante de seu alto conteúdo de proteínas e fragmentos celulares. (1).

10º intervalo musical - Cinderela, eu sou/Cinderela/e o meu príncipe encantado vai chegar.

Os leucócitos e os fragmentos celulares dentro dele são responsáveis pela aparência branco-amarelada do pus, mais apropriadamente chamado exsudato purulento. A liberação de proteínas plasmáticas dentro dos espaços extravasculares implica alteração significante na permeabilidade normal da microcirculação na áera da agressão. (1).

Observação - Palavras-chave: Inflamação, neutrófilos, monócitos, fagocítica, leucócitos, calor, rubor (vermelhidão), inchação, edema (tumor), dor, perda de função, pus, transudação, exsudação.

Alô leitores musicais - O nome da canção é "Cinderela". Esta música foi gravada em 1966 por Ângela Maria (1928-). O autor da canção é Adelino Moreira (1918-2002). (2). A anvisa avisa: os intervalos aleatórios continuam em greve. Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, 19 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573

Fontes: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Stanley L. Robbins - Professor e Diretor do Departamento de Patologia, Boston University School of Medicine - Editora Interamericana - 1975 - 4ª edição - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - páginas 52 e 53 - (1422 páginas). (2) - Dra. Internet, Dr. Google e Dra. Wikipédia.

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Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO- 3ª parte

Por outro lado, um transudato é um fluido de baixa proteína com densidade de menos do que 1.012. É essencialmente um ultrafiltrado do plasma sanguíneo e consiste principalmente em água e eletrólitos dissolvidos. (1).

1º intervalo musical - Daqui não saio/daqui ninguém me tira/daqui não saio/daqui ninguém me tira.

Há certa correlação, no homem, entre a gravidade da lesão e a composição do exsudato inflamatório. As lesões discretas produzem um transudato aquoso pobre em proteína. Com estímulos mais fortes progressivos, o exsudato adquire cada vez mais altas concentrações de proteínas plasmáticas (um processo descrito como peneiramento molecular). Os glóbulos vermelhos (hemácias) só aparecem nas formas mais sérias de agressão que causam necrose dos pequenos vasos. As manifestações locais da inflamação aguda mostram claramente os três maiores componentes da resposta inflamatória: (1) modificações hemodinâmicas, (2) modificações da permeabilidade e (3) fenômenos relacionados com os leucócitos. (1).

2º intervalo musical - Onde é que eu vou morar/o senhor tem paciência de esperar/ainda mais com quatro filhos/aonde é que vou parar.

Cada um desses componentes será discutido separadamente em seções seguintes, mas deve-se enfatizar que tal separação é arbitrária (Spector, 1964). Mais precisamente, as alterações hemodinâmicas iniciam a resposta inflamatória; logo depois, mudanças na permeabilidade dos vasos afetados aparecem, seguidas por seu turno das reações envolvendo os leucócitos. Mas há muita superposição, e todos os três maiores aspectos estão bem desenvolvidos em duas horas. (1).

3º intervalo musical - Daqui não saio/daqui ninguém me tira/daqui não saio/daqui ninguém me tira.

Observação - A seguir no texto (do livro - páginas 53, 54, 55, 56 e 57) é explicado: Modificações hemodinâmicas, modificações de permeabilidade, resposta imediata de permeabilidade, resposta retardada e reação imediata sustentada, que não iremos comentar no momento, passando à página 57.

4º intervalo musical - Onde é que eu vou morar/o senhor tem paciência de esperar/ainda mais com quatro filhos/aonde é que eu vou morar.

Funções dos leucócitos - A massa de leucócitos, principalmente neutrófilos e macrófagos (originados dos monócitos, como será explicado mais tarde), no local da inflamação, pode constituir o primeiro evento defensivo da resposta inflamatória. As células fagocíticas ricas em enzimas liberam substâncias de grande poder lítico e englobam os intrusos, destruindo-os quase sempre, ou então enfraquecendo os invasores. Os lisossomos, particularmente os de origem neutrofílica, são responsáveis por uma série de fatores que desempenham papéis importantes. (1).

5º intervalo musical - Sei que o senhor tem razão pra querer/a casa pra morar/mas aonde eu vou ficar/no mundo ninguém perde por esperar/mas já dizem por aí/que a vida vai melhorar.

Os leucócitos constituem, portanto, a terceira perna (ao lado das modificações hemodinâmicas e da permeabilidade) do tripé através do qual se efetua o processo inflamatório. Estas modificações dos leucócitos foram amplamente revistas por Hersh e Bodey (1970). Como atingem tais células o ponto preciso da lesão? A seqüência de eventos pode ser dividida em (1) marginação e pavimentação, (2) emigração, (3) quimiotaxia, (4) agregação e (5) fagocitose. (1).

6º intervalo musical - Daqui não saio/daqui ninguém me tira/daqui não saio/daqui ninguém me tira.

Marginação e pavimentação - A marginação ou orientação periférica dos leucócitos na corrente sanguínea já foi mencionada na discussão sobre as alterações hemodinâmicas. No fluxo sanguíneo normal, as hemácias e os leucócitos nos microvasos estão confinados à coluna axial central, deixando uma camada relativamente livre de células em contato com a parede vascular. Com a diminuição e estagnação do fluxo, tal corrente laminar desaparece. (1).

7º intervalo musical - Onde é que eu vou morar/o senhor tem paciênia de esperar/ainda mais com quatro filhos/aonde é que eu vou parar.

Os leucócitos saem da coluna central e assumem posições em contato com o endotélio. Sob a microscopia de contraste de fase, estas células aparecem debatendo-se lentamente, ao longo da parede dos capilares e vênulas, para depois finalmente permanecerem em determinado ponto. Nessa ocasião, o endotélio parece estar todo recoberto por estas células, fenômeno que é denominado pavimentação. Os mecanismos que envolvem tais alterações ainda não estão esclarecidos. (1).

8º intervalo musical - Daqui não saio/daqui ninguém me tira/daqui não saio/daqui ninguém me tira.

O deslocamento dos leucócitos para a periferia da corrente sanguínea pode ser regido pelas leis da Física. No fluxo sanguíneo estagnado, as hemácias tendem a grupar-se, formando pequenos aglomerados ou "rouleaux", processo esse chamado agregação. Esses grumos, portanto, tornam-se maiores do que os leucócitos e, em qualquer coluna líquida em movimentação, os maiores objetos ocupam a corrente axial mais rápida do fluxo. Menos claro é o motivo pelo qual os leucócitos se aderem sobre a superfície endotelial. (1).

9º intervalo musical - Onde é que eu vou morar/o senhor tem paciência de esperar/ainda mais com quatro filhos/aonde é que eu vou parar.

Existem três explanações possíveis para a aderência dos leucócitos à parede dos vasos sanguíneos. Ou o endotélio, de algum modo, torna-se pegajoso, ou os leucócitos ficam anormalmente aderentes, ou então alguma substância estranha a ambos serve como uma cola. Os numerosos estudos sobre tal problema conduziram a observações sobre todas essas possibilidades, e talvez sejam todas válidas (Cliff, 1966). Tem sido repetidamente observado, desde os estudos pioneiros de Cohnheim (1889), que os leucócitos, em uma corrente lenta, aderem-se intermitentemente à camada endotelial, depois tornam a destacar-se, debatendo-se a certa distância, para tornarem a aderir fora do local da lesão. (1).

10º intervalo musical - Sei que o senhor tem razão pra querer/a casa pra morar/mas aonde eu vou ficar/no mundo ninguém perde por esperar/mas já dizem por aí/que a vida vai melhorar.

Este percurso difícil sugere que, qualquer que seja a natureza da alteração, ela é intrínseca ao próprio leucócito. Em apoio a essa idéia, a lesão direta aos leucóticos através da micropunctura os torna mais aderentes. (1).

11º intervalo musical - Daqui não saio/daqui ninguém me tira/daqui não saio/daqui ninguém me tira.

Normalmente se acredita que o endotélio e o leucócito repelem-se mutuamente devido a suas cargas eletronegativas. Talvez, de algum modo, a lesão anule tais cargas repelentes. Tem-se observado que, após a lesão, os leucócitos perdem a sua forma arredondada e desenvolvem pseudópodos. Os pseudópodos, carregando relativamente poucas cargas elétricas, devem ser menos repelentes do que todo o corpo celuar, e isso permite em primeiro lugar o estabelecimento de pontos de contato. O cálcio pode desempenhar certo papel nessa aderência, servindo como ponte entre as cargas negativas do endotélio e do leucócito. O tratamento com EDTA (quelante do cálcio) determina o bloqueio da conglomeração dos leucócitos nos locais de lesão (Thompson et al., 1967). (1).

12º intervalo musical - Onde é que eu vou morar/o senhor tem paciência de esperar/ainda mais com quatro filhos/aonde é que eu vou morar.

As alterações do endotélio também podem participar. A camada de substância amorfa, conhecida como glicocálice, que reveste as células endoteliais, pode possivelmente ser alterada, tornando-as mais pegajosas (Luft. 1966). Allison et al. (1955) notaram que os leucócitos tendem a se aderir na margem do vaso mais próximo do ponto de lesão, sugerindo modificações nas células endoteliais. A terceira possibilidade que deve ser considerada envolve algum constituinte do plasma, que se altera para promover a adesão do leucócito ao endotèlio. Cochrane e Aiken (1966) propõem que o complexo trimolecular de complemento (C5, 6, 7) possa desempenhar este papel em algumas reações imunológicas. (1).

13º intervalo musical - Daqui não saio/daqui ninguém me tira/daqui não saio/daqui ninguém me tira.

Outra observação - Palavras-chave: Transudato, exsudato, inflamação, leucócitos, neutrófilos, macrófagos, monócitos, fagocíticas, neutrofílica, emigração, quimiotaxia, fagocitose, endotélio, endotelial, pseudópodos, imunológicas.

Alô leitores musicais - A marcha carnavalesca "Daqui Não Saio", interpretada pelos "Vocalistas Tropicais", fez muito sucesso em 1950. Seus autores são Paquito (1915-1975) e Romeu Gentil (1911-1983). (2).

Aviso da anvisa que avisa - intervalos aleatórios: a greve continua. Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Bom dia.

Aracaju, 19 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573

Fontes: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Stanley L. Robbins - Professor e Diretor do Departamento de Patologia, Boston University School of Medicine - Editora Interamericana - 1975 - 4ª edição - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - páginas 53, 57, 58 e 59 - (1422 páginas). (2) - Dra. Internet, Dr. Google e Dra. Wikipédia.

Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos...

Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO- 4ª parte

Talvez o endotélio, o leucócito e fatores adicionais, como o complemento, todos participem da promoção da aderência leucocitária. De qualquer modo, cedo, em toda inflamação aguda, os leucócitos virtualmente forram primeiro a superfície endotelial das vênulas, e depois dos capilares, na área de agressão. Vale a pena notar que a pavimentação dos leucócitos pode ser bastante bloqueada, in vivo, com a administração de altas doses de corticosteróides. (1).

1º intervalo musical - Cidade maravilhosa/cheia de encantos mil!/cidade maravilhosa/coração do meu Brasil!

Embora esse mecanismo de ação ainda não seja bastante claro, pode constituir um outro meio através do qual a reação inflamatória é inibida por esses hormônios. Além disso, tal observação pode explicar também por que as infecções bacterianas são freqüentemente agravadas quando são administrados corticóides aos pacientes. (1).

2º intervalo musical - Cidade maravilhosa/cheia de encantos mil!/cidade maravilhosa/coração do meu Brasil!

Emigração - A emigração constitui um processo através do qual os leucócitos móveis saem dos vasos sanguíneos para atingirem os tecidos perivasculares. Os neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos usam todos a mesma via. Pouco se tem acrescentado ao nosso conhecimento sobre a morfodinâmica da emigração, desde as descrições brilhantes de Cohnheim (1889). (1).

3º intervalo musical - Berço do samba e das lindas canções/que vivem n'alma da gente/és o altar dos nossos corações/que cantam alegremente.

As células móveis inserem os longos pseudópodos pelas fendas entre as células endoteliais, e fluem ou se arrastam pelas junções interendoteliais alargadas, assumindo eventualmente uma posição entre a célula endotelial e a membrana basal. Elas, então, penetram, através de alguma via misteriosa, a barreira aparentemente impermeável da membrana basal para atingir uma posição extravascular. (1).

4º intervalo musical - Cidade maravilhosa/cheia de encantos mil!/cidade maravilhosa/coração do meu Brasil!

As excelentes observações pela microscopia eletrônica de Marchesi e Florey (1960) mostraram uma inacreditável plasticidade dos leucócitos relativamente volumosos quando eles se arrastavam através das estreitas passagens serpiginosas abertas pelas células endoteliais contraídas. O processo é mais o de uma motilidade ativa, e não uma extrusão passiva decorrente da pressão hidrostática do sangue. (1).

5º intervalo musical - Cidade maravilhosa/cheia de encantos mil!/cidade maravilhosa/coração do meu Brasil!

No estudo detalhado da emigração foi possível identificar duas ondas separadas de atividade leucocitária. Um onda imediata atinge proporções máximas na vênula entre 30 a 40 minutos; a onda retardada ocorre não só em capilares como nas vênulas, algumas horas mais tarde. Os neutrófilos e os monócitos emigram durante a primeira onda, e na fase retardada a contínua mobilização de monócitos sobrepõe os neutrófilos. Ainda mais, a emigração dos monócitos depende dos neutrófilos. Um fator originado dessas células induz à emigração dos monócitos. Se animais forem tornados neutropênicos, por uma manipulação apropriada, a emigração de monócitos é inibida. (1).

6º intervalo musical - Jardim florido de amor e saudade/terra que a todos seduz/que Deus te cubra de felicidade/ninho de sonho e de luz.

Embora essas duas ondas pareçam coincidir temporariamente com a resposta bifásica de permeabilidade da microcirculação, é bastante claro que esses dois fenômenos são independentes. Vários estudos têm mostrado que a onda mais precoce de emigração pode ser frustrada nos vasos em que existe uma permeabilidade anormal, com saída de exsudato rico em proteína (Hurley, 1964a). Parece razoável que os fatores envolvidos na emigração leucocitária sejam os mesmos, ou, pelo menos, intimamente relacionados aos fatores quimiotáxicos descritos logos a seguir. (1).

7º intervalo musical - Cidade maravilhosa/cheia de encantos mil!/cidade maravilhosa/coração do meu Brasil!

Durante algum tempo, admitiu-se que os linfócitos não saíam dos vasos através das fendas interendoteliais. Também era idéia que, de algum modo extraordinário, eles passavam pelas células endoteliais, principalmente e talvez só nas vênulas pós-capilares. Propôs-se que pseudópodos endoteliais estender-se-iam para fora envolvendo os linfócitos aderentes e eventualmente os introduzindo e os incorporando no interior da célula endotelial (Marchesi e Gowans, 1964). Os recentes estudos de Schoefl (1972) destroem essa noção picaresca, mostrando que os linfócitos usam as mesmas vias prosaicas dos neutrófilos. (1).

8º intervalo musical - Cidade maravilhosa/cheia de encantos mil!/cidade maravilhosa/coração do meu Brasil!

As hemácias também podem sair dos vasos sanguíneos, sobretudo nas agressões graves. Ao contrário dos leucócitos, as hemácias deixam passiva e involuntariamente o vaso agredido através da pressão intraluminal, no rastro dos leucócitos - um processo conhecido como diapedese. A diapedese das hemácias é responsável pelo desenvolvimento de exsudatos hemorrágicos nas reações inflamatórias mais graves. (1).

9º e 10º intervalos musicais - Berço do samba e das lindas canções/que vivem n'alma da gente/és o altar dos nossos corações/que cantam alegremente/cidade maravilhosa/cheia de encantos mil!/cidade maravilhosa/coração do meu Brasil!/cidade maravilhosa/cheia de encantos mil!/cidade maravilhosa/coração do meu Brasil!

Observação - Palavras-chave: Endotélio, leucócitos, inflamatória, emigração, neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos, linfócitos, Cohnheim, pseudópodos, endotelial, neutropênicos, quimiotáxicos, diapedese.

Alô leitores musicais - A gostosa música "Cidade Maravilhosa", foi gravada originalmente por Aurora Miranda (1915-2005) e André Filho (1906-1974), em 1934, e fez muito sucesso no carnaval de 1935. A marcha foi composta por André Filho e arranjada por Silva Sobreira. Para quem não sabe, Aurora Miranda é irmã da famosíssima cantora e atriz Carmen Miranda (1909-1955). Hoje essa música é considerada o "Hino" da cidade do Rio de Janeiro. (2). Aviso da anvisa: o impasse dos intervalos aleatórios continua.

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, 20 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573.

Fontes: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Stanley L. Robbins - Professor e Diretor do Departamento de Patologia, Boston University School of Medicine - Editora Interamericana - 1975 - 4ª edição - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - página 59 - (1422 páginas). (2) - Dra. Internet, Dr. Google e Dra. Wikipédia.

Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos...

Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO - 5ª parte

 

Quimiotaxia

- A quimiotaxia pode ser definida como migração unidirecional dos leucócitos em direção a um ponto de atração. Os granulócitos, incluindo os eosinófilos e os basófilos, os monócitos e, em menor proporção, os linfócitos, respondem a tais estímulos. Uma vez fora do compartimento vascular, eles migram em diferentes médias de velocidade para o foco inflamatório. Embora ainda existam algumas dúvidas sobre os fatores que influenciam o controle da migração leucocitária, a maioria dos pesquisadores acredita que as células atingem os locais de agressão por influência quimiotáxica (Hurley, 1964b).

1º intervalo musical - Se alguém perguntar por mim/diz que eu fui por aí/levando um violão/debaixo do braço.

Embora a existência de tais fatores seja conhecida por longo tempo, o seu claro delineamento dependeu do desenvolvimento da técnica de filtros com microporos de Boyden (1962). Os leucócitos podem ser colocados na porção de uma câmara, separados da substância quimiotáxica por um filtro de miliporo, e a migração dos leucócitos pelo filtro em resposta à ação quimiotáxica é facilmente identificada e quantificada. Além disso, pode-se demonstrar que quando concentrações diferentes do fator quimiotáxico estão colocadas em ambos os lados do filtro, os leucócitos migrarão em direção da maior concentração (Keller e Sorkin, 1968). A resposta de leucócitos a gradientes de concentração de fatores quimiotáxicos explica por que tais células continuam a migrar, até atingir o centro da arena inflamatória.

2º intervalo musical - Em qualquer esquina eu paro/em qualquer botequim eu entro/e se houver motivo/é mais um samba que eu faço.

Alguns fatores quimiotáxicos só atuam sobre os leucócitos polimorfonucleares, outros apenas sobre as células mononucleares, enquanto alguns poucos atuam sobre ambos os tipos de leucócitos. O termo mononuclear é usado aqui para referir-se aos monócitos e aos macrófagos. Mais adiante, neste mesmo capítulo, discutiremos a origem dos macrófagos.

3º intervalo musical - Se quiserem saber/se eu volto diga que sim/mas só depois que a saudade se afastar de mim/mas só depois que a saudade se afastar de mim.

A esta altura será suficiente informar que, embora sendo tema de debate, em geral é aceita a idéia de que os macrófagos são monócitos do sangue transformados e, naturalmente, originados da medula óssea. São conhecidos como fatores ativos sobre os polimorfonucleares o complexo trimolecular ativado de complemento (C5, 6, 7), uma fração plasmina de fragmentos de C3, fragmentos de C3 identificados após a ação das proteases residuais e fatores bacterianos solúves isolados a partir de filtrados de vários microrganismos incluindo Staphylococcus aureus, Diplococcus pneumoniae. E. coli, Proteus mirabilis, Pseudomonas aeruginosa e estreptococos hemolíticos do grupo alfa e beta. Coletivamente esses agentes bacterianos representam os principais patógenos do homem. Ward (1970), em recente estudo, sugeriu que a fragmentação do quinto componente do complemeto, C5, também pode ser fator de atração dos leucócitos polimorfonucleares.

4º intervalo musical - Tenho um violão/p'ra me acompanhar/tenho muitos amigos/eu sou popular/tenho a madrugada/como companheira.

Especificamente ativo para os monócitos e macrófagos, mas não para os neutrófilos, é um fator derivado do soro tratado com imunocomplexos. Não é o complexo trimolecular do complemento nem um lisado de polimorfonucleares. Um fator adicional solúvel que é quimiotáxico para monócitos e macrófagos origina-se de linfócitos sensibilizados quando ativados por antígenos.

5º intervalo musical - A saudade me dói/em meu peito me rói/eu estou na cidade/eu estou na favela/eu estou por aí/sempre pensando nela.

Este último fator pode explicar a agregação de mononucleares nas reações de hipersensibilidade. Existem dois fatores aos quais ambos os tipos celulares respondem: uma fração de plasmina do soro e os fatores bacterianos solúveis já mencionados (Ward, 1968a e 1968b).

6º intervalo musical - Se alguém perguntar por mim/diz que eu fui por aí/levando um violão/debaixo do braço.

Vários aspectos valem ser comentados a esta altura. O complemento desempenha um papel vital do acúmulo de leucócitos no local da inflamação. Os fatores quimiotáxicos para mononucleares são criticamente dependentes dos leucócitos polimorfonucleares; assim, no distúrbio neutropenia cíclica, o acúmulo de mononucleares no local da inflamação não ocorre durantes os períodos de neutropenia.

7º intervalo musical - Em qualquer esquina eu paro/em qualquer botequim eu entro/e se houver motivo/é mais um samba que eu faço.

Um aspecto adicional de interesse relaciona-se com o complexo trimolecular do complemento (C5, 6 e 7) ativado. Ele pode ser ativado por imunocomplexos que despertam uma interação seqüencial dos sete primeiros fatores do complemento. Mas, além disso, este complexo trimolecular pode ser ativado por esterases contidas nos polimorfonucelares. Existem várias sugestões de que tais enzimas estejam ligadas aos grânulos e são encontradas no interior dos lisossomos dos leucócitos.

8º intervalo musical - Se quiserem saber/se eu volto diga que sim/mas só depois que a saudade se afastar de mim/mas só depois que a saudade se afastar de mim.

Sabe-se, de longa data, que os esteróides, como a hidrocortisona e a prednisolona, têm efeitos antiinflamatórios, e esse efeito é exercido pela estabilização das membranas dos lisossomos, bloqueando, assim, as enzimas envolvidas na ativação do complemento (Ward, 1966).

Pouco se sabe sobre os fatores quimiotáxicos que atuam sobre os linfócitos. Em verdade, ainda não se observou um movimento direto de linfócitos em direção às substâncias de atração. Ainda mais, se os linfócitos são sensibilizados para certas células do tecido, eles agrupam-se em torno dessas células-alvo quando ambos são postos na mistura em cultura de tecido. A base dessa "intimidade" é obscura, e até agora não se identificou nenhum agente capaz de atuar na câmara de miliporo de Boyden (Hersh e Bodey, 1970).

Observação - Palavras-chave: Quimiotaxia, migração, leucócitos, granulócitos, eosinófilos, basófilos, monócitos, linfócitos, inflamatório, quimiotáxica, polimorfonucleares, mononucleares, macrófagos, medula óssea, patógenos, neutrófilos, neutropenia, lisossomos.

Alô leitores musicais - O samba é "Diz Que Fui Por Aí" de autoria de Zé Keti (1921-1999), nome artístico de José Flores de Jesus e Hortêncio Rocha. Aviso da anvisa - Os intervalos aleatórios ainda não chegaram à um acordo. A greve foi mantida.

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Bom dia.

Aracaju, 20 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573.

Fontes: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Stanley L. Robbins - Professor e Diretor do Departamento de Patologia, Boston University School of Medicine - Editora Interamericana - 1975 - 4ª edição - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - páginas 59, 60 e 61 - (1422 páginas). (2) - Dra. Internet, Dr. Google e Dra. Wikipédia.

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Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO- 6ª parte

Concluindo essa discussão sobre a quimiotaxia, não seria natural interpor uma nota de cautela, uma vez que, apesar das evidências obtidas de sistema in vitro, ainda existem muitas razões para se ser cauteloso quanto à extrapolação dessas observações para a resposta inflamatória in vivo. Existem ainda os que acreditam que, no animal vivo, a migração leucocitária ocorre ao acaso, e não sob a influência de fatores quimiotáxicos, e que o acúmulo de leucócitos no local da inflamação resulta de uma inibição da migração, uma vez que eles apresentam-se claudicantes no foco inflamatório (Harris, 1954).

1º intervalo aleatório - "Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência" - Santo Agostinho.

Agregação - A agregação de leucócitos no foco inflamatório segue praticamente um padrão previsível. Na verdade, o acúmulo desses leucócitos migrantes no local da agressão constitui o principal marco morfológico da inflamação. A maioria dos agentes lesivos, como os estafilococos, estreptococos, colibacilos, e as lesões térmica e química despertam uma resposta neutrofílica inicial na fase aguda da reação inflamatória; mas, no estádio crônico tardio da resposta, predominam os monócitos, macrófagos e linfócitos. Entretanto esse padrão é variável, e na resposta inflamatória ao bacilo da tuberculose e na agressão imunológica os macrófagos e os linfócitos predominam quase desde o princípio. Os linfócitos estão sobretudo associados com a agressão imunológica induzida que receberá maiores considerações no Capítulo 7, a propósito dos distúrbios da imunidade.

2º intervalo aleatório - "Algo só é impossível até que alguém duvide e prove o contrário" - Albert Einstein.

Existem muitas razões que justificam esta seqüência previsível da agregação leucocitária no local da inflamação. Embora os granulócitos e macrófagos migrem simultaneamente, os granulócitos têm maior mobilidade e, por isso, atingem primeiro o local da inflamação. Além disso, estas células existem em maior número no sangue circulante. Também migram num espaço de tempo mais curto do que os mononucleares. Na câmara de Boyden, elas requerem apenas 90 minutos para completar a sua resposta quimiotáxica. Em contraste, as células mononucleares não atingem o máximo de concentração antes de cinco ou mais horas decorridas. A proporção de migração de polimorfonucleares diminui após os primeiros dias, enquanto o fluxo de células mononucleares permanece constante por semanas (Spector et al., 1967).

3º intervalo aleatório - "Um homem apenas não pode ver tudo" - Eurípedes.

Os leucócitos polimorfonucleares têm vida curta (3 a 4 dias) e, a menos que o seu número seja mantido por migração constante, caem progressivamente na população de leucócitos no campo inflamatório. Além disso, a morte dos polimorfonucleares libera as enzimas que ativam os fatores quimiotáxicos para as células mononucleares. Além de todos esses fatores, demonstrou-se que o maior número de células mononucleares em relação aos neutrófilos, nas fases tardias da reação inflamatória, é devido ao fato de que estas células podem permanecer em estado funcional por meses sem se dividir, e as que são de vida curta são capazes de proliferação local (Spector, 1967) (Fig. 3-3).

4º intervalo aleatório - "A teoria dos germes de Louis Pasteur é uma ficção ridícula" - Pierre Pachet.

FAGOCITOSE - A fagocitose e a liberação de poderosas enzimas catalíticas pelos neutrófilos e macrófagos constituem dois dos maiores benefícios originados da agregação de leucócitos ao nível do foco inflamatório (ZukerFranklin, 1968). Focalizando primeiro a liberação de enzimas sabe-se que os grânulos lisossômicos dos neutrófilos são ricos de uma ampla variedade de enzimas catalíticas (ver mais adiante, neste mesmo Capítulo), assim como em produtos não tão bem caracterizados como a fagocitina e as proteínas bactericidas (Weissmann, 1967) (Zeya e Soitznagel, 1968). Essas enzimas e produtos antibacterianos centralizam toda a eficiência bactericida da capacidade fagocítica dos neutrófilos. Os grânulos das células mononucleares ainda não estão bem caracterizados e também contém enzimas catalíticas. Essas enzimas têm importância em dois sentidos. A morte dos leucócitos libera-os no local da inflamação, onde destroem os invasores suscetíveis, mas ajudam ainda na digestão de células migradoras mortas e células teciduais.

5º intervalo aleatório - "A vitória é do mais perseverante" - Napoleão.

A fagocitose de partículas implica na adesão da superfície do leucócito à partícula, englobando-a, formando um vacúolo fagocítico e fundindo esse vacúolo com os lisossomos, expondo o material aprisionado à ação do conteúdo lisossômico (Hirsch, 1962). Esta seqüência de eventos é muito importante na defesa contra os invasores bacterianos. No curso desta ação, o neutrófilo e o monócito tornam-se progressivamente desgranulados. A energia consumida na fagocitose origina-se da via glicolítica (Douglas, 1970). A inibição da glicólise deprime de maneira significativa a fagocitose, enquanto que a inibição da respiração aeróbica é de menor conseqüência.

6º intervalo aleatório - "A perseverança é o grande agente do êxito" - G. Dargan.

Embora ambas as células, neutrófilos e monócitos, sejam ativas "limpadoras", o monócito parece menos fastidioso em seu gosto dietético (Cline e Lehrer, 1968). Certos tipo de material, como as partículas de poliestireno, hemácias envolvidas por anticorpo, certas bactérias e a maioria dos fungos são logo engolfadas pelos macrófagos mas não pelos neutrófilos (Fig. 3-4). O macrófago, portanto, é a principal célula de limpeza do foco inflamatório. Essas células também têm a principal responsabilidade de remover a carcaça de seus aliados anteriores, os neutrófilos, sacrificados na tentativa de defesa.

Observação: Segundo o autor do livro (Dr. Stanley L. Robbins), certos materiais, certas bactérias e a maioria dos fungos são logo engolfados pelos macrófagos mas não pelos neutrófilos. Os macrófagos removem inclusive a "carcaça" dos neutrófilos. Isto significa dizer que na "operação limpeza" do organismo humano, os macrófagos são mais atuantes do que os neutrófilos.

7º intervalo aleatório - "As convicções são mais perigosos inimigos da verdade que as mentiras" - Nieztsche.

Um certo número de fatores modifica a vulnerabilidade da bactéria ao engolfamento. Talvez o mais importante seja o fenômeno da opsonização. As opsoninas são substâncias que ocorrem naturalmente, ou, então, adquiridas, e que envolvem a bactéria tornando-a então mais suscetível à fagocitose. Entre essas substâncias estão a IgG, a IgM, os fatores do complemento, os fatores termolábeis, não complementares, e alguns polipeptídios, incluindo a lisozima e poliaminoácidos básicos (Rabinovitch, 1968).

Outra observação - Palavras-chave: Quimiotaxia, inflamatória, migração, leucócitos, lesões térmicas, lesões químicas, monócitos, macrófagos, linfócitos, imunológica, granulócitos, neutrófilos, fagocitose, enzimas, enzimas catalíticas, fagocitina, fagocítico, lisossomos, limpadoras, célula de limpeza, opsonização, opsoninas.

Aviso da anvisa: A greve dos "aleatórios" terminou. A greve das "músicas" começou.

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, domingo, 23 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573.

Fonte: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Dr. Stanley L. Robbins - Professor e Diretor do Departamento de Patologia, Boston University School of Medicine - Editora Interamericana - 1975 - 4ª edição - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - páginas 61 e 62 - (1422 páginas).

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Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO- 7ª parte

 

Em realidade, algumas opsoninas são necessárias para certos tipos de partículas ou espécies bacterianas. Como já foi assinalado, alguns anticorpos servem de opsoninas, responsabilizando-se, assim, pela defesa mais efetiva do corpo contra microorganismos aos quais se desenvolveu alguma imunidade.

1º intervalo aleatório - "A luta contra a debilitante poliomielite continua. E a luta a favor da inofensiva auto-hemoterapia também continua" - Jorge Martins Cardoso.

Embora a fagocitose possa ocorrer sob uma ampla variação de pH, ela é favorecida pelas temperaturas altas do corpo. As reações febris na inflamação favorecem, portanto, esse fenômeno. O aprisionamento da bactéria entre alguma barreira e as células de limpeza facilita a fagocitose, permitindo uma aderência mais firme entre a célula e sua presa. Por isso, os filamentos de fibrina no exsudato inflamatório fornecem um suporte eficiente para o processo fagocítico. Esse fenômeno torna-se excepcionalmente importante nos pulmões, onde os amplos espaços alveolares permitem à bactéria escapar da ação do leucócito até que ela se misture no coágulo de fibrina (Wood et al., 1946).

2º intervalo aleatório - "A coragem é a primeira das qualidades humanas porque é a qualidade que garante as demais" - Winston Churchill.

A bactéria varia em sua suscetibilidade em relação à fagocitose. Em geral quanto mais virulento o microorganismo, mais ele resistirá à fagocitose. Realmente, a virulência está muitas vezes vinculada à presença de polissacarídios capsulares que, de alguma forma, dificultam ou mesmo bloqueiam a fagocitose.

3º intervalo aleatório - "Paciência e tempo conseguem mais que força e raiva" - La Fontaine.

Uma vez fagocitado o microorganismo, qual o seu destino? A maioria é prontamente destruída pelas células de limpeza. Entretanto, alguns são suficientemente virulentos para destruir seu captor. Outros, como o bacilo da tuberculose, parecem sobreviver tranqüilamente no interior do fagócito. Em verdade, a persistência de microorganismos no interior do fagócito constitui um problema na erradicação de tais infecções como a tuberculose. Um vez englobado, o microorganismo é protegido contra a ação de drogas antibacterianas, assim como de outros mecanismos de defesa. Quando essas células fagocíticas migram através da via linfática, as infecções, como a tuberculose, podem disseminar-se.

4º intervalo aleatório - "As almas habituadas a sofrer têm paciências infinitas" - Pascal.

A significação da fagocitose na defesa do organismo contra as infecções bacterianas é atestada pela vulnerabiidade de pessoas que sofrem de uma insuficiência dos leucócitos circulantes. Distúrbios clínicos, como a agranulocitose, a neutropenia cíclica, a leucemia, a depressão tóxica da medula óssea, resultante não só da radioterapia como da quimioterapia imunossupressora, estão todos associados com aumento acentuado da vulnerabilidade às infecções microbiológicas. Tais infecções causam muitas vezes a morte desses indivíduos predispostos. Ao terminar essa discussão sobre a fagocitose é preciso relembrar que as células reticuloendoteliais também são fagocíticas, como será mostrado mais tarde.

5º intervalo aleatório - "Quando todos pensam da mesma maneira, é porque ninguém pensa grande coisa" - Walter Lippmann.

Observação: A seguir, no texto (do livro, às páginas 62, 63, 64, 65 e parte da 66), são abordados os "Mediadores químicos da resposta inflamatóia", que não iremos levar em conta, momentaneamente.

Sumário da resposta inflamatória aguda - A discussão sobre os mediadores culmina com a descrição básica dos padrões relativamente estereotipados da reação inflamatória encontrada na maioria das agressões. Relembrar que, embora as alterações hemodinâmicas de pemeabilidade e leucocitárias tenham sido descritas em seqüência e possam ser iniciadas nesta ordem, na resposta à agressão a termo, todos esses fenômenos são concorrentes numa aparência caótica, mas, em realidade, muito bem organizados em um grande círculo com múltiplos anéis. Como se poderia esperar, muitas variáveis podem alterar esse processo básico.

6º intervalo aleatório - "O silêncio é a atitude mais segura para quem desconfia de si mesmo" - La Rochefoucauld.

Particularmente importantes são (1) a natureza e a intensidade da agressão, (2) o local e o tecido afetado e (3) a resposta do hospedeiro-nutrição, adequação do sistema cardiovascular, terapêutica, existência de distúrbios predisponentes, como o diabetes mellitus e o câncer, e a possível existência de imunidade previamente adquirida ao agressor se ele for de origem microbiológica. Esses fatores de modificação do processo, serão, em breve analisados. O Quadro 3-1 esclarece, de forma esquemática, algumas das principais características da resposta inflamatória.

7º intervalo aleatório - "A maior glória do talento é conhecer a verdade" - Barão de Holbach.

CÉLULAS DO EXSUDATO INFLAMATÓRIO - Os tipos básicos de leucócitos que tomam parte na reação inflamatória são (1) os leucócitos polimorfonucleares ou granulócitos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos), (2) os monócitos, (3) os linfócitos e (4) plasmócitos. Todos esses leucócitos, exceto os plasmócitos, são habitantes normais do sangue circulante. No adulto normal, a contagem de leucócitos varia de 4.000 a 11.000 células/mm3, tendo a seguinte distribuição (contagem diferencial): neutrófilos, 50 a 65 por cento; eosinófilos, 1 a 5 por cento; basófilos, 0 a 1 por cento; linfócitos, 30 a 40 por cento e monócitos, 4 a 8 por cento.

8º intervalo aleatório - "A tirania é culpada de todas as injustiças e de todos os delitos do homem" - Polibio.

A contagem total de leucócitos e as proporções relativas dos vários tipos de células podem ser materialmente modificadas nas respostas sistêmicas da inflamação. Cada tipo de célula desempenha um papel diferente e entra na resposta inflamatória numa seqüência definida e já mencionada. A discussão a seguir referir-se-á sobretudo aos caracteres morfológicos e bioquímicos dos leucócitos.

Outra observação: Como os leitores podem muito bem notar, no texto deste livro (PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL do Dr. Stanley L. Robbins), está escrito: "Todos esses leucócitos - os neutrófilos, os eosinófilos, os basófilos, os monócitos e os linfócitos -, exceto os plasmócitos, são habitantes normais do sangue circulante". Por conseguinte, os plasmócitos não fazem parte do sangue circulante. Da mesma forma, os macrófagos não fazem parte do sangue circulante. Os plasmócitos e os macrófagos são encontrados no tecido conjuntivo frouxo, portanto, fora dos vasos sangüíneos.

8º intervalo aleatório - "Cada coisa tem sua utilidade na terra. Mesmo insignificante na aparência, cada objeto produz pequenos milagres" - Goethe.

Outra observação - Palavras-chave: Opsoninas, imunidade, fagocitose, inflamação, células de limpeza, exsudato inflamatório, processo fagocítico, leucócito, fagocitado, fagócito, células fagocíticas, agranulocitose, neutropenia, leucemia, depressão tóxica da medula óssea, radioterapia, quimioterapia imunossupressora, células reticuloendoteliais, resposta inflamatória, leucocitárias, granulócitos, neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos, linfócitos, plasmócitos, sangue circulante, macrófagos, tecido conjuntivo frouxo.

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, domingo, 23 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573.

Fonte: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Dr. Stanley L. Robbins - páginas 62, 64 e 66.

Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos...

Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO- 8ª parte

NEUTRÓFILOS - Essas células são, naturalmente, as primeiras a se acumularem na resposta inflamatória aguda na qual desempenham papel-chave. A menos que sejam designados de outra maneira, os termos poli e granulócito são, em geral, usados como sinônimos de leucócito polimorfonuclear neutrófilo. Seu aspecto morfológico, nas preparações habituais, é sobejamente conhecido para dispensar maiores detalhes. É bastante afirmar que variam de 10 a 12 mícrons de diâmetro e contêm numerosos grânulos que não são nem eosinófilos nem basófilos - daí a denominação neutrófilo. Em realidade, foram identificados três tipos de grânulos, cada um dos quais com diferentes perfis enzimáticos. Todas as enzimas são essencialmente catalíticas, e, assim, todos os grânulos representam formas de lisossomos (Douglas, 1970).

1º intervalo musical - Tava na penera/eu tava penerando/eu tava no namoro/eu tava namorando. Tava na penera/eu tava penerando/eu tava no namoro/eu tava namorando.

As principais enzimas lisossômicas são a fosfatase alcalina, as proteases, a desoxirribonuclease, a ribonuclease e a betaglicuronidase. Além disso, esses grânulos contêm fagocitina e lisozima que têm atividade antibacteriana específica (Cohn e Hirsch, 1960). Demonstrou-se que os extratos de lisossomos dos neutrófilos originados da resposta inflamatória contêm proteínas básicas catiônicas que compreendem o fator de permeabilidade e pirógenos.

2º intervalo musical - Na farinhada/lá na serra do Teixeira/namorei uma cabocla/nunca vi tão feiticeira. A meninada/descascava a macaxeira/Zé Migué no caititu/eu e ela na penera.

Talvez, porém, o principal papel dos neutrófilos na resposta inflamatória seja a sua participação na fagocitose, a liberação de suas enzimas lisossômicas líticas, e a formação de fatores quimiotáxicos. O complexo trimolecular do complemento (C5, 6 e 7) é ativado por duas esterases neutrofílicas, para produzir um fator de atração para os neutrófilos. Além disso, as células mononucleares respondem aos lisados de neutrófilos, possivelmente aos peptídios catiônicos liberados de origem lisossômica. O neutrófilo com seus lisossomos é, portanto, crucial em todo o processo inflamatório (Page e Good, 1958).

3º intervalo musical - Tava na penera/eu tava penerando/eu tava no namoro/eu tava namorando. Tava na penera/eu tava penerando/eu tava no namoro/eu tava namorando.

EOSINÓFILOS - Os eosinófilos são muito abundantes nos locais de inflamação de moléstias de origem imunológica. Como é bem conhecido, o eosinófilo distingue-se do neutrófilo pela afinidade de seus grânulos citoplasmáticos grosseiros para o corante ácido-eosina. É uma célula de sobrevivência extremamente curta, com um período de vida variável de 8 a 12 dias. A maior parte desse breve intervalo é despendida na medula óssea, e o tempo restante é virtualmente gasto nos tecidos, em particular a pele, o pulmão e o trato intestinal (Sweet, 1969).

4º intervalo musical - O vento dava/sacudia a cabelera/levantava a saia dela/no balanço da penera. Fechei os óio/e o vento foi soprando/quando deu um ridimuinho/sem querer tava espiando.

Sua estada no sangue pode ter a duração de um dia. O número de eosinófilos no sangue circulante é variável durante o dia, sendo os maiores níveis atingidos durante o período noturno. Os hormônios esteróides são conhecidos como indutores de eosinopenia, e a variação diurna na contagem de eosinófilos é atribuída ao ritmo de secreção de corticoesteróides.

5º intervalo musical - Tava na penera/eu tava penerando/eu tava no namoro/eu tava namorando. Tava na penera/eu tava penerando/ eu tava no namoro/eu tava namorando.

A capacidade e a função dos eosinófilos é, ainda, matéria de discussão. Geralmente aceita-se o fato de que o eosinófilo é fagocítico; alguns sustentam que é tão ativamente fagocítico como o neutrófilo, enquanto outros afirmam ser menos. Os eosinófilos respondem aos mesmos fatores que influenciam os neutrófilos, incluindo fatores bacterianos solúveis e componentes do complemento ativo (Ward, 1969). Responde também aos complexos antígeno-anticorpo, como foi demonstrado por Litt (1964).

6º intervalo musical - De madrugada/nós fiquemo ali sozinho/o pai dela soube disso/deu de perna no caminho. Chegando lá/até riu da brincadeira/nós estava namorando/eu e ela na penera.

Quando o antígeno é injetado no coxim gorduroso da pata de cobaias, os eosinófilos aparecem, em minutos, no local da injeção. Essa observação tem sido interpretada como indicativa de uma síntese local rápida de anticorpos e da formação de complexos antígeno-anticorpos quimiotáxicos. Entretanto, o tempo de intervalo para a resposta é extremamente curto, e é possível que apenas o antígeno possa ser quimiotáxico para os eosinófilos.

7º intervalo musical - Tava na penera/eu tava penerando/eu tava no namoro/eu tava namorando. Tava na penera/eu tava penerando/eu tava no namoro/eu tava namorando.

Os grânulos lisossômicos dos eosinófilos contêm uma grande variedade de enzimas catalíticas muito semelhantes às dos neutrófilos, exceto pela falta de lisozima e fagocitina. Algumas investigações afirmam que certas enzimas degradam a histamina, e que o eosinófilo representa alguma forma de controle no mecanismo de liberação da histamina (Mann, 1969). Talvez essas ações antagônicas representem uma delicada regulação em feedback da liberação de histamina. Tem sido observado um fato adicional interessante.

1º intervalo aleatório - "Não há nada que mexa tanto com a consciência de um homem, ou excite tanto a sua curiosidade, como o silêncio de uma mulher" - W. R. Goldsmith.

Após a fagocitose, essas células liberam enzimas lisossômicas, assim como substrato protéico, que se cristaliza para produzir os cristais de Charcot-Leyden, que classicamente se apresenta como duas pirâmides unidas pelas bases. Esses cristais são de interesse, uma vez que caracteristicamente se encontram no escarro de pessoas com asma brônquica, uma enfermidade respiratória muitas vezes de origem alérgica. Embora o eosinófilo seja de certo modo uma célula misteriosa, quando presente na resposta inflamatória, deve-se suspeitar de uma causa alérgica ou imunológica.

2º intervalo aleatório - "Dar conselhos ao homem prudente é supérfluo; dá-los a um ignorante é perder tempo" - Sêneca.

BASÓFILOS e MASTÓCITOS - Esses dois tipos de células estão intimamente relacionados e possuem muitas similaridades, como o citoplasma, literalmente abarrotado de grânulos grosseiros que se apresentam azul-negros nas colorações habituais de esfregaços sanguíneos. Os grânulos também são metacromáticos (eles se coram entre o rosa e o azul com corantes como o azul-de-toluidina) devido ao seu rico conteúdo em mucopolissacarídios sulfatados, sobretudo a heparina.

3º intervalo aleatório - "Uma gôta cava uma pedra" - Ovidio.

O basófilo origina-se da medula óssea, e é um raro membro da população de leucócitos do sangue. Em relação ao tamanho e forma de seus núcleos, eles assemelham-se muito aos neutrófilos. Em contraste, os mastócitos são células granulosas do tecido conjuntivo encontradas em todo o tecido conjuntivo dos órgãos humanos.

Observação - Palavras-chave: Neutrófilos, resposta inflamatória aguda, granulócito, leucócito polimorfonuclear neutrófilo, grânulos, eosinófilos, basófilos, enzimas, lisossomos, fagocitina, fagocitose, enzimas lisossômicas, fatores quimiotáxicos, células mononucleares, imunológica, corante ácido-eosina, medula óssea, sangue circulante, hormônios esteróides, eosinopenia, fagocítico, complexos antígeno-anticorpo, histamina, célula misteriosa, mastócitos, azul-de-toluidina, heparina, leucócitos do sangue, tecido conjuntivo.

Alô leitores musicais - O nome da música é "FARINHADA", cuja letra é de autoria de ZÉ DANTAS (1921-1962), um gostoso BAIÃO, que vai muito bem na voz de LUIZ GONZAGA (1912-1989).

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, 3ª feira, 25 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573.

Fonte: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Dr. Stanley L. Robbins - 1975 - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - páginas 66 e 67.

Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos...

Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO - 9ª parte

Os mastócitos são mais numerosos quando próximos de pequenos vasos sanguíneos e nas membranas serosas. Eles são discretamente maiores, tendem a apresentar um núcleo mais polimorfo e, de certo modo, citoplasma mais abundante do que o basófilo (Cruickshanh et al., 1968). Ambos, o basófilo e o mastócito, no homem, têm sido descritos como glândulas secretoras unicelulares. Seus grânulos contêm heparina, histamina, assim como enzimas proteolíticas, algumas das quais são quimiotripsina-símile.

1º intervalo musical - Acabei com tudo/escapei com vida/tive as roupas e os sonhos/rasgados na minha saída. Mas saí ferido/sufocando o meu gemido/fui o alvo perfeito muitas vezes no peito atingido...

1º intervalo aleatório - "Um crítico não deve dizer senão a verdade. Porém deve também conhecê-la" - J. Renard.

Após a liberação desses produtos, as células tornam-se desgranuladas (Horsfield, 1965). Nos animais, eles também são ricos em serotonina, mas os mastócitos e basófilos humanos são desprovidos dessa bioamina. Tais células estão intimamente envolvidas na patogenia de algumas doenças imunológicas, uma vez que a liberação de histamina é a responsável por muitas das manifestações resultantes da contração da musculatura lisa e formação de edema.

2º intervalo musical - Animal arisco/domesticado esquece o risco/me deixei enganar/e até me levar por você...

MONÓCITOS e MACRÓFAGOS - Há um acordo virtualmente unânime de que os macrófagos, tão proeminentes na reação inflamatória, são derivados dos monócitos originados da medula óssea. Essa conclusão foi primeiramente assentada em bases sólidas por Ebert e Florey (1939). Desde aquela época, o uso de isótopos marcados, como a timidina tritiada, confirmou a identidade dos monócitos sanguíneos com os macrófagos teciduais (Spector, 1969b).

3º intervalo musical - Eu sei quanta tristeza eu tive/mas mesmo assim se vive/morrendo aos poucos por amor. Eu sei o coração perdôa/mas não esquece à toa/e eu não me esqueci...

Todos os estudos invalidaram as velhas concepções de que, sob certas circunstâncias, os pequenos linfócitos poderiam transformar-se em macrófagos. Tal afirmação, entretanto, não exclui a possibilidade de que, nas reações imunológicas, os linfócitos sejam capazes de se tornarem maiores e se assemelharem muito aos macrófagos, mas, em relação à nossa atual concepção, concluímos que na resposta inflamatória o macrófago é um monócito transformado.

4º intervalo musical - Não vou mudar/esse caso não tem solução/sou fera ferida/no corpo n'alma, e no coração. Não vou mudar/esse caso não tem solução/sou fera ferida/no corpo n'alma, e no coração.

2º intervalo aleatório - "A curiosidade geralmente se atreve mais contra aquilo que mais se proibe" - Seavedra Fajardo.

Ambos os tipos de células são discretamente maiores do que os neutrófilos e, nas colorações de rotina, possuem um citoplasma cinza-azulado cheio de pequeníssimos grânulos. Seus núcelos são grandes, usualmente de localização central, e podem ser pregueados ou em forma de feijão (Fig. 3-6). No monócito, a cromatina está distribuída em um fino padrão enovelado ou cordonado, e os nucléolos não são evidentes. Ultra-estruturalmente, pequenos pseudópodos citoplasmáticos projetam-se das margens dos monócitos. O macrófago é virtualmente idêntico, mas contêm mais lisossomos, normalmente um ou dois pequenos nucléolos e, em grande aumento, os pseudópodos são mais longos do que os dos monócitos.

5º intervalo musical - Eu andei demais/não olhei pra trás/era solto em meus passos/bicho livre sem rumo, sem laços...

As modificações ultra-estruturais no curso da transformação de monócitos em macrófagos foram muito bem detalhas por Sutton e Weiss (1966). Nos tecidos inflamados, os macrófagos contêm, invariavelmente, inclusões fagocíticas (fagossomos) que englobam bactéria e detritos celulares, assim como resíduos lipídicos. No curso dessas orgias fagocíticas, tais células tornam-se tumefeitas e abalonadas. A principal função do macrófago já foi discutida anteriormente. Estas células movem-se lentamente, mas respondem aos fatores quimiotáxicos. Elas são as células de maior atividade de limpeza no local da inflamação.

6º intervalo musical - Me senti sozinho/tropeçando em meu caminho/à procura de abrigo/uma ajuda, um lugar, um amigo...

Como já foi mencionado anteriormente, os monócitos e os macrófagos começam a acumular-se muito cedo na resposta inflamatória. Ambos, neutrófilos e monócitos, migram simultaneamente, mas a migração dos primeiros ocorre num prazo de tempo mais curto, e assim os macrófagos dominam a população leucocitária nos períodos mais tardios da reação inflamatória. Eles possuem uma sobrevida maior do que a dos neutrófilos e, na realidade, os macrófagos crescem e dividem-se nos locais de inflamação protaída, responsabilizando-se pelo seu grande número nas reações de longo prazo (Spector, 1968).

7º intervalo musical - Animal ferido/por instinto decidido/os meus rastros desfiz/tentativa infeliz de esquecer...

Toda a vez que um corpo estranho grande demais para ser englobado por um simples macrófago ocorre no local da inflamação, formam-se células gigantes multinucleadas. Sutton e Weiss (1966) acreditam que uma célula gigante seja formada pela coalescência de macrófagos. Bem recentemente, a síntese de DNA foi observada no núcleo dessas células, sugerindo que a atividade mitótica sem clivagem citoplasmática pode ser um mecanismo de origem adicional (Sutton e Weiss, 1966) (Spector, 1969b).

8º intervalo musical - Eu sei que flores existiram/mas que não resistiram/a vendavais constantes. Eu sei que as cicatrizes falam/mas as palavras calam/o que eu não me esqueci...

3º intervalo aleatório - "A luta contra a debilitante poliomielite continua. E a luta a favor da inofensiva auto-hemoterapia também continua" - Jorge Martins Cardoso.

Estas células gigantes podem atingir diâmetro de 40 a 50 mícrons e conter mais de 50 pequenos núcleos. Dois tipos são reconhecidos. No tipo corpo estranho, os núcelos estão distribuídos erraticamente através do citoplasma. No tipo Langhans, estes estão dispostos na periferia da célula, em um círculo completo ou sob a forma de ferradura (Fig. 3-7). Classicamente, se disse que as células tipo Langhans são encontradas nas inflamações granulomatosas, sobretudo as causadas pelo bacilo da tuberculose.

9º intervalo musical - Não vou mudar/esse caso não tem solução/sou fera ferida/ no corpo n'alma, e no coração. Não vou mudar/essa caso não tem solução/sou fera ferida/no corpo n'alma, e no coração. Sou fera ferida/no corpo n'alma, e no coração/sou fera ferida/no corpo n'alma e no coração.

O tipo corpo estranho com núcleos espalhados é encontrado toda a vez que ocorre uma estrutura estranha, grande, como um fragmento de sutura, madeira, vidro, aço ou algum material cristalino grande demais para ser englobado por um simples macrófago (Fig. 3-8). Realmente, não há tal divisão nítida entre as eventualidades onde essas duas formas são encontradas, e tem pouco valor a diferenciação entre as células gigantes do tipo Langhans ou de corpo estranho. Ambas, entretanto, não devem ser confundidas com células gigantes tumorais que têm morfologia e significação clínica muito diferentes.

Observação - Palavras-chave: Mastócitos, basófilo, heparina, histamina, enzimas proteolíticas, serotonina, imunológicas, Ebert e Florey (1939), isótopos marcados, timidina tritiada, monócitos sanguíneos, macrófagos teciduais, linfócitos, neutrófilos, colorações de rotina, lisossomos, pseudópodos, Sutton e Weiss (1966), tecidos inflamados, fagocíticas, fagossomos, fatores quimiotáxicos, atividade de limpeza, migração, inflamação protaída, tipo corpo estranho, células gigantes, tipo Langhans, células gigantes tumorais.

Alô leitores musicais - A música em ritmo de yê, iê, iê é "FERA FERIDA", na voz de Roberto Carlos (1941 - ). Os autores são Roberto Carlos e Erasmo Carlos (1941 - ).

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, 3ª feira, 25 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573.

Fonte: (1) - Livro - PATOLOGIA ESTRUTURAL E FUNCIONAL - Dr. Stanley L. Robbins - 1975 - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - páginas 67 e 68.

Auto-hemoterapia, Dr. Fleming e os antibióticos...

Artigo 99 - (XCIX)

INFLAMAÇÃO

e REPARAÇÃO- 10ª parte

LINFÓCITOS E PLASMÓCITOS - Ambos os tipos celulares estão principalmene envolvidos nas reações imunológicas e são os mediadores-chave de ambas as respostas: imunológica imediata e retardada. Assim sendo, elas serão discutidas em detalhes no Capítulo 7. Seus papéis na lesão não imunológica e inflamação ainda permanecem como um mistério. Em geral, elas aparecem tardiamente na fase crônica da maioria das inflamações, e são, sobretudo, proeminentes na tuberculose, sífilis, outras doenças granulomatosas e nas infecções por vírus e rickettsias (Fig. 3-9). Nenhum desses tipos celulares é fagocítico, pelo menos para a bactéria (Harris, 1953). Os linfócitos são menos notáveis do que os neutrófilos e monócitos. A resposta do linfócito aos agentes quimiotáxicos é ainda incerta, como foi citado pouco atrás. Só pode ser especulado o fato de que o aparecimento de linfócitos e plasmócitos nas inflamações crônicas refletem alguma reação imunológica local envolvida no curso da longa resposta inflamatória crônica. 1º intervalo musical - Mandacaru quando fulora na seca/é um sinal que a chuva chega ao sertão/toda menina que enjoa da boneca/é sinal que o amô/já chegou no coração. 1º intervalo aleatório - "Os Canhões de Navarone", é um filme britânico baseado no romance de Alistair MacLean (1922-1987), que se passa durante a 2ª Guerra Mundial. A película é de 1961. Principais atores: Gregory Peck (1916-2003), David Niven (1910-1983) e Anthony Quinn (1915-2001). (2). Modificações Sistêmicas dos Leucócitos - Os estados inflamatórios, quaisquer que sejam as suas causas, se bastante intensos ou protraídos a ponto de causarem sinais constitucionais, como febre e mal-estar, quase invariavelmente modificam a população de leucócitos no sangue. A maioria determina um aumento absoluto do número de leucócitos (leucocitose). A contagem pode atingir até 40.000 leucócitos/mm3 de sangue e, em raras eventualidades, pode alcançar a extraordinária cifra de 100.000. Essas elevações extremas também são referidas como reações leucemóides, uma vez que simulam a contagem da série branca obtida na leucemia. A leucocitose na inflamação aguda é, de hábito, decorrente do aumento absoluto no número de neutrófilos, que aumenta ao mesmo tempo sua proporção relativa na contagem diferencial. 2º intervalo musical - Meia cumprida não quer mais sapato baixo/o vestido bem cintado/num qué mais vestir timão. Embora a maioria das infecções bacterianas induza à neutrofilia, a mononucleose infecciosa, a coqueluche, caxumba, rubéola e febre ondulante são exceções e produzem uma leucocitose devido ao aumento absoluto do número de linfócitos (linfocitose). Em certas ocasiões, o aumento absoluto no número de linfócitos pode ser compensado por um decréscimo de neutrófilos, de tal modo que a contagem leucocitária total não se eleva. Em um outro grupo de doenças, como a asma brônquica, a febre do feno, infestações parasitárias e em muitas angeítes necrosantes sistêmicas, há um aumento absoluto de eosinófilos circulantes, determinando uma eosinofilia. Em geral, a intensidade da eosinofilia é o bastante para aumentar a proporção relativa dessas células na contagem diferencial, mas não de modo a induzir uma elevação significativa na contagem leucocitária total. 3º intervalo musical - Ela só qué/só pensa em namorá. Ela só qué/só pensa em namorá. Alguns estados inflamatórios sistêmicos, como a febre tifóide, a febre paratifóide, as infecções causadas por vírus, rickettsias e certas infestações por protozoários diminuem o número de leucócitos circulantes (leucopenia). Esta também é encontrada em infecções superpostas nos pacientes debilitados por câncer disseminado ou tuberculose miliar. Nessas circunstâncias, admite-se teoricamente que o assalto maciço sobre o organismo deprime a leucopoese. 4º intervalo musical - De manhã cedo já tá pintada/só vive suspirando sonhando acordada/o pai leva ao dotô a fia adoentada/num come nem estuda/num dorme num qué nada. 2º intervalo aleatório - "Teorema", é um filme de 1968, do cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1989). Principal atriz - Silvana Mangano (1930-1989). (2). Os mediadores e a patogenia da leucocitose nos estados inflamatórios ainda são mal compreendidos. A procura de estimuladores tumorais tem sido pesquisada por quase 100 anos, todavia com pouco sucesso. Numerosos fatores têm sido propostos, como o fator promotor da leucocitose, a neutropoetina, a leucopoetina G, assim como outros, porém não se demonstrou que nenhum tenha sido operante no estado inflamatório. 5º intervalo musical - Ela só qué/só pensa em namorá. Ela só qué/só pensa em namorá. Os únicos fatores humorais bem documentados que atuam sobre os leucócitos circulantes são os corticoesteróides. A administração de corticoesteróides da supra-renal ou ACTH em animais com a glândula intacta diminui o número de linfócitos circulantes e eosinófilos. O mecanismo de ação dos esteróides sobre os leucócitos ainda é mal compreendido, mas os linfócitos nos linfonodos, assim como aqueles em circulação, exibem picnose, cariorrexe e inibição da mitose após a administração de esteróides. O efeito desses agentes sobre os eosinófilos tem sido atribuído, de um lado, ao prolongamento da mitose, e de outro ao alongamento do ciclo intermitótico que diminui a sua produção. Estamos diante do fato de que certos agentes humorais podem destruir os leucócitos, mas nenhum que se conheça, com certeza, é capaz de estimular a produção leucocitária. A causa da leucocitose associada às reações inflamatórias sistêmicas é, portanto, desconhecida. 6º intervalo musical - Mas o dotô nem examina/chamando o pai de lado/lhe diz logo em surdina/que o mal é da idade/e que p'ra tal menina/num tem um só remédio em toda a medicina. PAPEL DOS LINFONODOS, DOS LINFÁTICOS E DO SISTEMA RETÍCULO ENDOTELIAL - Os sistemas linfático e retículo endotelial constituem uma linha secundária de defesa toda a vez que uma reação inflamatória local falha na contenção e neutralização da agressão. O sistema geral de linfáticos e linfonodos filtra e "policia" os líquidos extravasculares. O sistema retículo endotelial desempenha esse mesmo papel no sangue. Os tecidos linfóides e os canais linfáticos podem comprometer-se de alguma forma em quase todas as agressões. Em algumas, como as infecções cutâneas focais ou pequenas queimaduras, o comprometimento é mínimo e sem manifestações clínicas; mas em outras mais graves, em especial as causadas por microorganismos invasores, essas linhas secundárias de defesa podem tornar-se suficientemente comprometidas a ponto de produzirem sinais clínicos e sintomas. Tal comprometimento pode prognosticar, de fato, a disseminação da infecção através dos linfáticos para o sangue. Antes de discutir esses eventos em maior detalhe, seria melhor considerar algumas de suas conhecidas características anatômicas. 7º intervalo musical - Ela só qué/só pensa em namorá. Ela só qué/só pensa em namorá. 3º intervalo aleatório - "Um Sonho de Liberdade" é um filme de 1994, dirigido pelo cineasta francês Frank Darabont (1959 - ). Principais atores: Tim Robbins (1958 - ) e Morgan Freeman (1937 - ). (2). Os linfáticos são canais extremamente delicados, e difíceis de serem visualizados nos cortes de tecidos habituais porque entram logo em colapso. São revestidos por células endoteliais fenestradas ou por endotélio contínuo com junções frouxas, e têm uma fina membrana basal e nenhum suporte muscular. Apenas os canais torácicos e linfático direito têm uma musculatura suficiente, e integridade estrutural que permite o seu isolamento por dissecção. Observação - Palavras-chave: linfócitos, plasmócitos, resposta imunológica imediata, resposta imunológica retardada, fagocítico, neutrófilos, monócitos, leucócitos, leucocitose, contagem diferencial, neutrofilia, leucocitária, eosinófilos, estados inflamatórios sistêmicos, leucopoese, neutropoetina, leucopoetina G, ACTH, linfonodos, picnose, cariorrexe, linfáticos, Sistema Retículo Endotelial, linfóides, linfáticos, células endoteliais, endotélio. Alô leitores musicais - O nome da música é "O Xote das Meninas", que foi gravada pela primeira vez em 1953. Os autores do gostoso xote são Luiz Gonzaga (1912-1989) e Zé Dantas (1921-1962). (2).

Se Deus nos permitir voltaremos outro dia. Boa leitura e bom dia.

Aracaju, 5ª feira, 27 de setembro de 2012.

Jorge Martins Cardoso - Médico - CRM 573.

Fontes: (1) - Livro - Patologia Estrutural e Funcional - Stanley L. Robbins - 1975 - 4ª edição - 3º capítulo - Inflamação e Reparação - páginas 68, 69 e 70. (2) - Dra. Internet, Dr. Google e Dra. Wikipédia.

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